Mês: Setembro 2015

Chance: quando um perfume muda a tua vida

Nunca achei que tivesse um olfato muito apurado até há bem pouco tempo.

Numa das minhas idas à Sephora fui brindada com uma especialista em perfumes.

Como eu já algum tempo não tinha nenhum perfume certo resolvi experimentar alguns.

Foram-me dados pela especialista vários aromas (borrifados naqueles papeis/cartões próprios) e de cinco tinha sempre que escolher apenas um. O processo repetiu-se algumas vezes até ficar apenas um eleito.

Qual não foi o meu espanto quando a especialista me disse que todos os perfumes que eu escolhi eram da marca Chanel.

Gosto de rica e carteira de pobre! Mas com um bom olfato 🙂

Voltando ao “finalista”, a especialista revelou-me finalmente o nome da fragrância e o seu significado:

  • Chance: um perfume que significa boa sorte, sucesso, atingirmos um objectivo.

Fiquei com aquela história e aroma na cabeça durante algum tempo e cheguei a comentar com a minha mãe o sucedido.

Mas é por situações como a que se seguiu que acredito que tudo tem uma razão de ser e nada acontece por acaso.

De há uns tempos para cá decidi que estava na hora de mudar algumas coisas na minha vida: realizar sonhos antigos, regressar a rotinas que me fazem feliz, deixar para trás aquilo que me incomodava, tratar de tudo o que estava pendente, traçar novos objectivos e mudar o rumo de muita coisa.

E assim tem sido!

Nas últimas semanas tudo tem mudado para melhor fruto de uma força interior gigante, muito trabalho, muita luta e, confesso, acompanhada de boa sorte (chance).

E sem saber da história à metade a minha mãe ofereceu-me um presente esta semana.

Quando o abri não deixei de esboçar um sorriso 🙂

É realmente a altura certa para usar este perfume!

Nesta nova fase vou literalmente borrifar-me de sorte e sucesso todos os dias! 🙂

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A Bela e o (Mundo) Monstro

Uma simpática Youtuber que nos dá dicas de beleza!

Até aqui tudo normal!

Contudo isto difere de tudo a que estamos habituados num tutorial de beleza e torna-se perturbador para quem assiste ao vídeo!

A linda jovem que partilhou este vídeo tem o rosto desfigurado por queimaduras e, entre dicas de beleza e maquilhagem ela alerta para a verdadeira mensagem do filme: a facilidade de se comprar ácido na Índia por um preço mais acessível que os produtos que utiliza para a maquilhagem.

No final do vídeo a Youtuber deixa uma mensagem, muito importante: assinem uma petição para proibir a venda de produto, reforçada pela hashtag  #EndAcidSale.

Look do Dia: Olá Outono

Não tivemos um Verão muito constante, aliás como todas as restantes estações: tivemos dias em que todos morremos de calor, mas também tivemos dias em que o frio se fez sentir!

Porém, acho que só hoje cumprimentamos oficialmente o Outono de 2015.

A temperatura que se fez sentir um pouco por todo o País já pedia para usarmos um casaquinho e umas botas também era bem-vindas 🙂 Por outro lado a chuva deu o seu ar de (des)graça!

Com tudo isto a roupa fica difícil de escolher. Mas deixo-vos aqui a minha sugestão para dias como o de hoje, em que dizemos “Olá Outono” 🙂

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Vestido: L’eclerc

Botins: Ulanka

Mochila: Seaside S/S15

Rotina Vs Monotonia

Setembro é o mês em que a maior parte de nós arregaça as mangas e regressa às rotinas.

Contudo, confundimos muitas vezes estes dois termos: Rotina Vs Monotonia.

A rotina é algo positivo: é aquilo que temos desde que nascemos – horas para comer, para dormir, para termos as nossas actividades de lazer…

Isso é bom!

A rotina traz-nos segurança! Traz-nos método de trabalho, traz-nos motivação para aproveitarmos o nosso tempo livre.

E sem ela, a que saberiam as férias? Porque no fundo, as férias são mesmo isso: quebrar a rotina!

É bom porque ansiamos aquele período durante todo o ano mas, por outro lado, sentimo-nos seguros quando regressamos e tudo volta à “mesmice” que tanto nos queixamos: a família está lá, pronta a nos acolher, o nosso local de trabalho espera o nosso regresso e isso é o que nos faz continuar o resto do ano com um propósito.

Muitooo diferente disto é a monotonia!

Farto-me de dizer isto, especialmente nos últimos dias: NÃO HÁ NADA PIOR, sublinhem isto, n-a-d-a do que nos “habituarmos” a alguma coisa!

O hábito faz com que já não façamos as coisas pelo que acreditamos que elas nos tragam de bom ou pela paixão que temos por elas.

Seja uma relação ou um emprego NUNCA se habituem a nada.

Habituar é continuar na rotina sem nenhum propósito: nem ser feliz, nem ser melhor, nem nada!

Mantenham a vossa rotina mas com um propósito, sem monotonias! Se algo vos faz feliz invistam tudo nisso! Mas, se não faz, o que fazem vocês aí?

Não estão bem com o vosso corpo? Não se habituem a isso e trabalhem por um corpo melhor!

Não estão bem com o vosso trabalho? Procurem saber se há algo que gostariam mais de fazer!

Não estão bem com o que quer que seja?! MUDEM!

A vida não muda se nós não a mudarmos!

Curioso que o mês de Setembro traz-me sempre estas reflexões e este ano não foi excepção.

Mudarei. Para melhor. Para que tudo o que é monótono se transforme numa rotina.

Uma rotina saudável e feliz.

Porque nós só vivemos uma vez e esta vida é demasiado curta para perdermos a oportunidade de sermos felizes. Sempre! A cada segundo! Seja ele no trabalho, no ginásio, com os amigos ou numa relação para a vida.

 

O que é que importa a cor de alguém?

Um dos meus grandes sonhos, como o de muitas mulheres, é o de ser mãe.

Sempre gostei de crianças e sinto que tenho uma forma de interagir com elas muito natural: sem muito mimimi, porque ao contrário do que muitas pessoas pensam as crianças não precisam (e nós não devemos) falar com elas com voz ou linguagem de bébé.

Escusado será dizer que quando vi a imagem do corpo do menino sírio que circulou pela internet por estes dias fiquei no mínimo abalada.

E então se fosse um adulto? Não ficaria? Ficaria, pois. Mas um adulto, bem ou mal, tem consciência do terror que está a viver, das atitudes que está a tomar, da força que tem que ter….. Uma criança? Um ser frágil e ingénuo que jaz morto numa praia certamente não teve a mínima culpa de tudo o que o mundo lhe reservou!

Depois li a história do pai…. Meu Deus!

Um homem que fugiu a todo o custo do seu País e agora, sozinho, com os corpos da mulher e dos filhos, refere que o único desejo é voltar para lá para lhes dar o descanso eterno!

Tudo isto já me chegaria para me sentir pequena e para me dar panos para mangas para reflexões mais profundas: sinto-me uma hipócrita a escrever isto no conforto do meu lar, no meu computador pessoal, enquanto de uma forma muito relaxada vos falo do estado do mundo…

Mas o que posso eu fazer? Juro-vos que isto não é uma retórica!

Gostava mesmo de saber o que posso eu fazer!!! Quero ajudar e sinto-me impotente!

Estas imagens tiram-me o sorriso, tiram-me a fé que tenho na humanidade, tiram-me o chão que tenho nos pés!

Pior do que isso? É ver como as pessoas reagem a tudo isto!

Tenho evitado ver o meu mural de facebook para não eliminar amigos que até tenho em boa conta!

Já li que não lhes devemos abrir portas “porque vêm para cá tornar o nosso País um local de conflito”.

Já li que “esta gente é conflituosa e sabe-se lá se não foi o pai que o atirou para fora do barco!”

Já li “por favor parem de publicar estas fotos que eu não tenho que abrir o facebook e ver desgraças!”

Vamos continuar a tapar o sol com a peneira?

Por último, e em vez de postar uma foto do menino, prefiro deixar-vos uma reflexão com uma música de um filme de crianças, que nos dá a resposta:

“O que é que importa a cor de alguém?”

Somos da mesma raça, somos irmãos, independentemente de onde nascemos ou que cor temos!

Não deixem que a política ou qualquer outra forma de poder se sobreponha a isso!

 

10 passos para se valorizar

Nunca fui muito fã de televisão.

Apesar de gravar os telejornais com apenas 4 anos, com a desculpa de que queria aprender para reproduzir mais tarde, não me lembro de nada que me tenha prendido à TV.

Este facto em conjunto com o meu terror em salas de operações ou agulhas fariam a próxima revelação quase utópica… Mas sim, é verdade: Algures no “Entertainment Network” eu tenho encontrado as teses para as mais profundas reflexões, num programa sobre cirurgias plásticas:

Porque é que um nariz torto faz tanta diferença?

Um peito subido vai torna-la assim tão auto-confiante?

Um queixo desenhado vai mesmo mudar a vida dele/a?

Todos sabemos como os americanos são melodramáticos mas este é realmente um reflexo da nossa sociedade de hoje em dia.

Será que a imagem pode realmente ditar a nossa postura?

Eu só posso falar por mim, mas penso que a atitude é tudo, não tendo em conta a idade nem a circunstância, portanto vejamos:

– Aos 12 queria vestir o que me dava na real gana mas, sobretudo, aquilo que ia contra tudo o que me ensinaram que seria correcto: calças de cinta baixa com boxers subidos, sapatilhas de skater 3 tamanhos acima e cabelo espetado “à rapaz”

– Aos 18 queria ser diferente… mas nos pormenores: Ter a força de um homem no desporto, ter a subtileza de uma mulher no look.

– Aos 22 era uma mulher decidida: queria independência financeira dos meus pais mas ao mesmo tempo fazer tudo o que uma mulher da minha idade deveria fazer: sair, estar com os amigos, cuidar da sua conta bancária, estudar, evoluir….

Hoje vejo que sou um conjunto de tudo isto!

Não deixo de parte um visual arrojado dos meus 12/13 anos, mas continuo a ter a vontade de ser trabalhadora-barra-dona-de-casa dos meus 22.

Então, o que faz de nós mulheres confiantes em todas as fases da nossa vida?

1. Nós não mudamos para seguir tendências

Eu lembro-me de gostar de hip-hop antes de ser moda, durante toda a febre e, agora, que as pessoas ouvem o “hit”, dependendo do artista. Sei que há bandas e artistas que “no matter what” estarão sempre nos meus favoritos: Mind Da Gap, Sam The Kid, NBC, e tantos outros 🙂

 

2. Nós não fofocamos

Isto vem de mim: não há nada que me dê mais prazer do que dizer as verdades na cara: para bem ou para mal eu não deixo nada por dizer. E se me virem calada durante algum tempo, temam o pior!! Vem aí um monteee de coisas entaladas :p

 

3. Nós não reprimimos os nossos sentimentos

Para quê deixar a honestidade para amanhã quando a podemos usar agora?

 

4. Nós cuidamos de nós

Porque sabemos que o velho ditado tem razão de ser: “Se eu não gostar de mim, quem gostará?”

 

5. Nós acreditamos em  nós próprias

Sabemos o que nos custou chegar a patamar “x” ou “y”.

Sabemos o que tivemos que estudar ou trabalhar.

Duvidam de nós? Óptimo! Nós vamos provar-vos o contrário!!! 🙂

 

6. Nós não controlamos tudo

Ok que nós nos esforçamos por ser o melhor a nível pessoal e profissional…. mas errar é humano!

Não podemos controlar tudo e sabemos disso… melhor: estamos de bem com isso!

“O que não tem remédio, remediado está” 🙂

 

7. Não temos medo de ser imperfeitas

Maquilhagem impecável? Cabelo exímio? É tudo muito bonito, mas…. não é todos os dias!

Contudo, nós compensamos de outras formas: com uma personalidade forte e com um sentido de humor do outro mundo. Ninguém notará a falta da máscara de pestanas, dou-vos a certeza 🙂

 

8. Não somos mesmo perfeitas… E depois???

Não temos medo de críticas nem de chamadas de atenção.

Estamos aqui é para melhorar e temos noção disso!

 

9. Não ignoramos o nosso “Sexto Sentido”

Se há coisa que nós mulheres temos é isto: uma voz que nos diz quando algo é certo ou errado!

 

10. Não queremos saber o que os outros pensam

O que importa se concordam ou gostam de nós?

É como a história do avô, do neto e do burro.

Nunca ninguém estará completamente em concordância… Mas… Se vocês estiverem… Mais nada importa: SEJAM YOUNICAS!!!!

Desejos Outono/Inverno: “O” Corte de Cabelo

Tenho uma “não-isenção-crónica” (maleica agora inventada por mim :p ) que me faz ver a beleza (ou a falta dela) das pessoas por um filtro especial: se gosto delas acho-as incrivelmente mais bonitas do que elas são na realidade mas, por outro lado, se não gosto, podem ser as pessoas mais bonitas do mundo que não vejo um único ponto atraente.

Dei conta disto há uns anos quando toda a gente me dizia que uma das minhas melhores amigas era feia e eu olhava para ela como uma mulher lindíssima!

A partir daí soube que sou “injusta” em muitas apreciações, mas o que querem? É o meu ponto de vista e é (também) por isso que se diz que a beleza é subjectiva!

Isto para dizer que há muito tempo que acho a “gorda” (sim, é ironia) da Jéssica Athayde a mulher mais bonita de Portugal! Se há rostos mais bonitos? Pois, deve haver! Se há corpos mais perfeitos? Idem aspas. Mas eu simpatizo tanto com ela (mesmo sem a conhecer) que até aos seus dentes tortos acho piada. A “miúda” (termo carinhoso) tem personalidade, é simpática, inteligente e, convenhamos, é gira que se farta! Uma mulher resolvida e batalhadora, cá das minhas 🙂

Há uns dias atrás falava com o meu namorado-barra-harstylist sobre a minha futura e possível mudança de visual e elogiei imenso a escolha da Jéssica. Ele, que se farta de trabalhar com moda, disse-me que esta será uma das grandes tendências da próxima estação: cabelos escalados com franja despojada, muito inspirados nos anos 60 e 70.

Deixo-vos algumas fotografias que me têm servido de inspiração para o meu suposto-futuro-corte 🙂

E já agora, aguardo a vossa opinião 🙂

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