Categoria: Alimentação Saudável

Ceviches o que eu vi!!!

Há muitos anos atrás, num jantar com um dos meus melhores amigos, no nosso restaurante de eleição de sushi, ele sugeriu-me:

  • “Comemos Ceviche de entrada?”

A pessoa em questão é um poço de cultura culinária e, por isso, mesmo sem saber o que era o tal prato lá aceitei.

Rapidamente este se tornou um dos meus pratos favoritos!!

A esta altura vocês devem estar a interrogar-se exactamente sobre o mesmo que eu me questionei na altura: “ce-quê?? O que é isso?”

Ceviche, cebiche ou seviche, é um prato de origem peruana baseado em peixe cru marinado em sumo de limão ou lima ou outro cítrico. O essencial é que o peixe seja não tenha muita gordura, mas seja firme; habitualmente usa-se o peixe manteiga, salmão e atum.

Na altura descobri estas e outras coisas sobre este fantástico prato que me deixou maravilhada, e numa das pesquisas sobre esta comida reparei que em Portugal não existiam, na altura, restaurantes de Ceviche. Então limitava-me a pedir sempre Ceviche quando ia comer o maravilhoso sushi.

Entretanto, no início do verão deste ano, soube que iria abrir um restaurante de Ceviche…. no Porto!

E qual não foi o meu espanto quando, no outro dia, a consultar o meu email, vejo um convite para ir conhecer (e provar 😀 ) o ceviche do Ceviche & Poké Bowls, o referido restaurante de Ceviche que abriu recentemente na Invicta.

Escuso de vos dizer que nem pensei duas vezes e, na passada quinta-feira, corri para o Mercado do Bom sucesso para conhecer este restaurante que tem como protagonista o meu prato favorito 🙂

Quando temos as expectativas muito elevadas, facilmente podemos sair desiludidos de qualquer contexto.

Não foi, de todo, o caso! 🙂

Posso-vos dizer que foi o melhor ceviche que provei em toda a minha vida e, sim, recomendo vivamente.

Toda a experiência é dividida em etapas igualmente entusiasmantes:

1ª Etapa: Escolher uma base.

Podemos optar uma de três hipóteses: salada, arroz japonês ou quinoa. Eu escolhi a última 🙂

2ª Etapa: Escolher o peixe.

Aqui fiquei indecisa entre dois dos meus peixes favoritos: salmão e atum. Acabei por pedir um “mix” dos dois, mas podem também optar por peixe branco ou polvo.

3ª Etapa: Decorar a nossa Poké Bowl com deliciosos acompanhamentos.

Podemos optar pelo gengibre, algas, pepino, sementes variadas, frutos secos, cebola roxa, etc.

A escolha é interminável o que torna esta etapa deliciosamente difícil 🙂 Eu optei pelas sementes.

4ª Etapa: Temperar com as opções de molho

Mais uma vez: tantaaas e tão boas opções! Picante, Japonês, de Ceviche ou Tártaro. Eu optei pelo japonês mas pisquei o olho ao picante: para a próxima será certamente a minha escolha 🙂

E voilá!! A nossa Poké Bowl está pronta! ?

Para além da experiência ser super divertida, tudo isto resulta numa refeição deliciosa e saudável, com o “selo de qualidade” da nutricionista Ana Bravo.

Foi, sem dúvida, uma experiência óptima e a repetir.

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Com o cheff responsável pela minha deliciosa Poké Bowl (peçam-lhe sempre conselhos na escolha dos ingredientes! 🙂 Vai ajudar-vos muito na hora em que se sentirem indecisos entre tantos ingredientes deliciosos! )

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A fazer um esforço para tirar uma foto antes de provar 🙂

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Com a minha querida Catarina do blog Queen Without a Crown

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No final do evento, de sorriso no rosto, depois de uma fantástica experiência que, sem dúvida, vos recomendo vivamente 🙂

 

 

 

Eu Marmito, Tu Marmitas, Nós Ganhamos

Se há alguns anos atrás me falassem que eu seria fã de marmitas provavelmente não acreditaria.

Lembro-me que mesmo na escola nunca levava lanche para comer.

Isto não por querer ser ou parecer mais do que ninguém mas porque gostava de não pensar no que ia comer no dia seguinte nem de andar com comida atrás de mim.

De há uns tempos para cá as coisas mudaram.

Principalmente porque o meu mais-que-tudo é super fã e me conseguiu converter com argumentos válidos.

Não deixei de comer fora, até porque como sabem (quem me segue pela página de facebook do blog) muitas vezes é a única forma de almoçar com a minha mãe.

Mas agora que olho para trás, sinceramente, nem consigo perceber o porquê de não ter percebido que as vantagens são mais que muitas e, portanto, a marmita é uma aliada.

Vejamos:

  • A nível económico (este tinha que ser o primeiro ponto, porque foi este que obrigou muito boa gente a converter-se como eu 🙂 ) poupa-se imenso. Para que é que eu vou dar o meu dinheiro a alguém que me está a fazer uma coisa que eu posso fazer por mim própria e, se calhar (ou de certeza) melhor?
  • A nível social: as pessoas que almoçam na empresa convivem mais, passam tempo de qualidade no seu intervalo de almoço, stressam menos com as horas de entrada e, sem dúvida, ficam mais bem-dispostas e muito mais próximas umas das outras
  • A nível de saúde: este é o ponto que me tem dado mais gozo! Nunca pensei que fosse tão bom comer todos os dias aquilo que me apetece. Sou EU que escolho realmente o que como. A frescura dos alimentos, os molhos (ou a falta deles, neste caso), a mistura de ingredientes e até mesmo o controlo pelos prazos de validade (quem me conhece sabe que tenho imenso medo de comer alimentos fora do prazo).
  • Por último… o gosto de cuidarmos de nós! Acreditem que sabe muito bem programar uma semana de refeições durante aqueles 5 min em que estamos na parte alimentar do super-mercado. Sabe igualmente bem disponibilizarmos o nosso tempo para no dia seguinte termos uma boa refeição, já no contexto stressante de um dia de trabalho.

Portanto, Eu Marmito, Tu Marmitas, Nós Ganhamos 🙂

E se são daquelas, como eu, que demoram a converter-se, espreitem estas marmitas e talvez mudem de ideias 🙂

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Pequenas Grandes Mudanças

Dalai Lama diz que somos o que comemos.

Para além de ter sempre esta frase na cabeça no que toca a escolher os alimentos, lembro-me sempre de uma outra para todas as outras escolhas do meu dia-a-dia:

Somos o que fazemos, mas sobretudo o que fazemos para mudar o que somos.

Confusos?

Vamos então trocar por miúdos: os nossos actos falam mais por nós do que as nossas palavras e está nas nossas mãos usarmos esses mesmos actos para mostrar a nossa evolução.

E muitas vezes tudo começa com pequenas grandes mudanças.

Há alguns dias partilhei este documentário na página de facebook da YOUnique:

Há alguns anos atrás deixei de comer carne.

Durante um ano mais precisamente.

Não senti falta, não me senti mal nem fraca, não emagreci nem engordei, nem sequer tive qualquer problema de saúde.

Desde há algum tempo que pensava em ter uma alimentação e hábitos mais saudáveis.

Depois de ver este documentário decidi iniciar finalmente este processo.

Por um lado não digo que nunca mais comerei carne. Digo sim que pelo menos não farei disso regra mas antes uma excepção.

Por outro lado, não digo que me tornarei vegetariana, pelo menos do dia para a noite.

Estou no início de um longo processo que levarei com seriedade mas também com a tranquilidade de quem sabe que está a fazer o que a sua consciência lhe diz ser mais correcto: para si própria e para o mundo que a rodeia.

Se me custa? Em alguns aspectos sim.

Nunca fui muito apreciadora de carne mas sei que em muitos momentos, principalmente sociais, se tornará difícil.

Mas confesso-vos que o pior será manter-me longe do queijo. Toda a gente que me conhece sabe como sou feliz a comer queijo 🙂

E perguntam vocês: e o peixe? Bem… para já mantenho ovos e peixe mas não digo que será de todo impossível viver ser eles também.

Aos poucos e sem pressões. Porque não foi nada nem ninguém que me ditou este início senão eu própria.

Até porque estas “pequenas grandes mudanças” de hábitos não se ficarão apenas pela alimentação mas também por outras mudanças de hábitos que partilharei mais tarde convosco.

E a partir de agora convido-vos a partilharem todas as vossas receitas saudáveis e sem carne aqui e na página do blog 🙂

Beijinhos :*